Afoxé Filhos do Congo

O Filhos do Congo de hoje é herdeiro de outras duas entidades que abrilhantaram os carnavais de Salvador. Em sua formação mais antiga era os Congos d’África, um dos afoxés pioneiros da República. O Congos d’África, criado no início dos anos 1920 era um “colossal candomblé a perambular pelas ruas” que se originou com o velho Rodrigo (Dodô), nas mediações do Dique do Tororó, lugar sagrado em cujas cercanias havia muitos candomblés. O terreiro de Dodô dedicado a Omolú, já trazia uma marca dos afoxés dedicado ao Congo: tocava ijexá, ao invés de em congo como seria de se esperar. O Congos d’África, foi sucedido pelos Filhos do Congo nos finais dos anos de 1940 liderado pelo filho de Dodô, tendo desfilado ainda por alguns anos.

E, finalmente os FILHOS DO CONGO ressurgiu em 1979 sob a liderança de Ednaldo Santana dos Santos, conhecido a partir de então como Nadinho do Congo. Os afoxés possuem íntimas relações místicas com os terreiros de candomblé e assim, foi Nadinho quem recebeu de seus guias a missão de levar as ruas o afoxé que homenageia a contribuição sócio-cultural dos africanos e seus descendentes, vindos da região africana do Reino do Congo. O guia do Filhos do Congo que comanda atualmente os destinos da entidade é o Orixá Ogum, ferreiro e senhor da guerra, patrono das artes manuais e inventor das industrias.

Congo - @filhosdocongo

Afoxé Filhos do Congo

Today’s Filhos do Congo is heir to two other entities that have featured the carnivals of Salvador. In its earliest formation its name was Congos d’Africa, one of the pioneers afoxés of the Republic. Congos d’Africa, created in the early 1920s, was a “colossal candomblé wandering the streets” that originated with Rodrigo (Dodo), in the surroundings of Dique do Tororó, a sacred place in which there were many candomblés. Dodô’s terreiro dedicated to Omolú, already had a mark of the afoxés dedicated to the Congo: it played ijexá, instead of congo as would be expected. Congos d’Africa was followed by Filhos do Congo in the late 1940s, led by Dodo’s son, and still paraded for a few years after that.

Filhos do Congo finally ressurected in 1979 under the leadership of Ednaldo Santana dos Santos, known thereafter as Nadinho do Congo. The Afoxés have an intimate mystical relations with the candomblé sites and Nadinho was the one who received, from his guides, the mission of taking the afoxé that honors the socio-cultural contribution of the Africans and their descendants from the African region of the Kingdom of Congo, to the streets. The guide of Filhos do Congo who currently commands the destiny of the entity is the Orixá Ogun, blacksmith and lord of war, patron of the manual arts and creator of the industries.

Congo - @filhosdocongo